■ Autor | Arq Eduardo Faust
■ Projetos | FAUST arquitetura & engenharia,
■ Projeto Estrutural | Eng Conrado Faust

Fundado em 1958 o município de Nova Andradina faz parte do vale do rio Ivinhema na porção sudeste do estado do Mato Grosso do Sul, recebe o nome de seu fundador Antônio Soares de Moraes Andrade.

O povo indígena Ofayé habitava a região antes da presença pecuarista vinda principalmente do estado de São Paulo no início do século XX. Os Ofaié eram milhares e habitavam a margem direita do rio Paraná, desde a foz do Sucuriú até as nascentes do Vacaria e Ivinhema. Sempre em pequenos grupos, viviam em constantes deslocamentos ao longo dessa região, em 2014 segundo Siasi/Sesai restam 69 Ofayés principalmente na aldeia da cidade de Brasilândia.

O traçado da cidade segue o clássico romano estruturado em duas avenidas principais: o cardo maximus (Av Antônio Andrade) e o decumanus maximus (Av Eurico Andrade), no encontro dos dois eixos está a Praça Brasil.

Única premissa solicitada pelo prefeito e da secretaria de obras foi que os monumentos cristãos católicos deveriam ficar na praça do terreno do Santuário.

Apesar da praça pertencer ao município ela tem uma ligação histórica com o Igreja Imaculado Coração de Maria, hoje Santuário Diocesano de Naviraí. Antes de projetar a praça fiquei responsável pelo projeto da igreja recém elevada a santuário diocesano.

Com isso o desenho partiu da hierarquia da torre e o alinhamento da centralidade do santuário. O conceito da praça fiz uma busca na história do município que dividi em três partes:

01 – Antes da civilização – Monumento Pantanal
02 – Primeiros habitantes – Monumento Povo Ofayé.
03 – Fundação da cidade moderna – Monumento Praça Brasil

Alinhado com Torre do Santuário criei dois pórticos simétricos que organizam um espaço livre pavimentado para eventos e feiras, o desenho de piso baseado em uma folha de árvore simboliza a flora pantaneira. As linhas dos pórticos fazem menção as asas do Tuiuiu (ave ícone do pantanal) simbolizando a fauna pantaneira. Criei o monumento pantanal ao centro como elemento principal da praça, um novo ícone símbolo da cidade.

No restante da praça minha ideia foi criar pequenos espaços de estar, com isso o desenho de piso está divido em faixas que organizam estes espaços com bancos e canteiros verdes.

O monumento ao povo Ofayé parte de um pórtico (arco abatido) com um pilar central, seu desenho nos remete aos costumes de coleta e caça deste povo simbolizados pelo o arco e pela flecha. Para simbolizar a linha do tempo da ocupação humana coloquei em linha os 3 monumentos: o monumento Povo Ofayé (primeiros habitantes), o monumento Brasil (fundação da cidade) e a já existente obelisco da rotatória que marca centro da cidade moderna.

O obelisco faz fundo ao monumento Brasil, sua composição faz menção a bandeira Brasileira, um espelho d’água ao centro é limitado por 27 totens que simbolizam os 26 estados e o distrito federal.
O busto antigo de Antônio Joaquim de Moura Andrade, foi relocado para o centro do espelho d’água.

Outro conceito básico para o uso, e manutenção da praça foi a criação de seis quiosques e banheiros públicos, estruturando o espaço a vida urbana foi intensificada.

Alguns números sobre a obra: 2960,00 m2 de área gramada, 3592,00 m2 de passeios e áreas de lazer de blocos de concreto e cimento aplainado, 1570,00 m2 do pavilhão central de blocos de concreto. Três edificações que somam 260,00 m2, nelas abrigados 6 quiosques e dois sanitários públicos.
Vagas ao longo das extremidades da praça, sendo uma destinada para ônibus de turismo somam 900,00 m2.

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